quinta-feira, 24 de junho de 2010

Me perdoem

Nem tudo que digo nem tudo que faço vêm do que sou, tropeço em meio as palavras e sinto sufocar o peito, não gritei, não chorei, mas senti.

Eu sou como a garça triste
Que mora à beira do rio,
 As orvalhadas da noite
 Me fazem tremer de frio.

 Como os juncos da lagoa;
 Feliz da araponga errante
Que é livre, que livre voa.

 Para as bandas do seu ninho,
 E nas braúnas à tarde
 Canta longe do caminho.

 Por onde o vaqueiro trilha,
 Se quer descansar as asas
 Tem a palmeira, a baunilha,

Tem o brejo, a lavadeira,
Tem as campinas, as flores,
Tem a relva, a trepadeira,

Todas têm os seus amores,
Eu não tenho mãe nem filhos,
 Nem irmão, nem lar, nem flores.






Não estou voltando ainda, apenas matando a saudade...

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