quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Tempos de Glória



Esse meu jeito soberano de ser, nunca quis comandar cousa alguma. 
Me impuseram um reinado e quando não mais servia aos objetivos deles me destronaram sem prévias. 
O verdadeiro herdeiro voltou e com ele os tempos sombrios vieram junto. 
Recolhi me a minha própria insignificância. Está melhor assim, mil vezes ser serva do que uma rainha decadente, vendada pela véu da luxúria e das riquezas. 
Herdarei o suficiente para viver com dignidade os anos que me restam. 
Com a morte da rainha mãe, meus tempos de glória chegaram ao fim, ela sim em sua falsa demência sabia governar. 
Fingia-se de louca para que não a incomodassem e assim reservava-lhe um pouco de paz nesse reino de loucos. 
Não sou melhor que ela, passo longe disso, desprovida de experiência sou apenas uma menina num corpo de mulher. 
Os soberanos notaram isso. E apesar de ter boas idéias fui exilada para outras terras. Onde lá servirei de consorte a um rei feiticeiro e astuto, que me persegui à tempos. Me enredou em sua teia, desse capricho não abrirá ex cessões. Me tomará por amante, saciará seus desejos e caprichos insanos, rainha deposta, rainha morta...

Nenhum comentário:

Me faltam as palavras para descrever o quão é go stoso cultivar as flores.