domingo, 2 de outubro de 2011

Saudade, palavra triste

  Vasculhei minhas gavetas, nada indicava de que lugar vinha aquela dor oculta, roupas que nunca cheguei usar, compradas por simples impulso. Objectos queridos que me trazem boas lembranças...Não me sinto bem, uma boba num mundo onde todos querem ser espertos. A aflição só aumenta, até que entre meus pertences encontro a última peça de roupas que minha mãe vestiu...cheiro, abraço e tenho forças para suportar mais um dia. Jamais irei lavá-la, tenho medo de nunca mais sentir o cheirinho de tabaco e açúcar da minha mãe. 
Tenho tanta saudade, não suporto a idéia da morte!

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Tenho a alma de um Lírio... Se ele a tivesse!