segunda-feira, 6 de abril de 2015

A realidade não é a que vejo, os meus olhos só veem o que quero. 
Eu ponho cor na minha vida estagnada e sem glória. 
Às vezes me pergunto qual o sentido em tudo em isso. 
Se o que sinto não pode ser manifestado, me chamariam de louca com certeza.
Enquanto isso vivo no limbo de mim, me escorando entre as vidraças da vida alheia.
Quero poder viver e sentir a minha própria existência, sem que para isso aconteça precise lembrar primeiro das minhas obrigações. 
Como pode? Todos necessitam de mim e ao mesmo tempo sou descartável feito um lenço de mão. 
Por esses motivos ando desprezando meu viver, a volúpia de meus dias perdem-se entre falsidades e calunias.
Nessa luta exaustiva pela auto afirmação, me perdi, meio a tantas armadilhas e obstáculos.
Não sinto mais nada, nem pesar, nem dor, nem melancolia. Apenas o tédio das horas sem sentido. 
Renascer é horrível, carregando as lembranças de um passado. Preferível morrer eternamente e esquecer-se de tudo. 
A vida é uma completa ilusão...
Sou uma perdida e não há meios de me reencontrar.
Minha alegria se escondeu diante da realidade, são tempos de despedidas, pensei que tinha casa. Não, não era, apenas um abrigo...
É muito fácil se conformar com o errado e perder-se na vida. 
No meu caso, olho o horizonte e não vejo mais esperança, ela morreu, junto com meus sonhos de menina.
Dizem que somos do tamanho dos nossos sonhos, não creio...
Somos do tamanho que somos capazes de aguentar as chibatadas da vida, uma hora se rendemos e abaixamos a cabeça. 

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