quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como vejo a minha existência...

É estar protegida em uma redoma de vidro observando o mundo agitado do outro lado,
Estar com fome diante de um rio perigoso repleto de peixes e eu sem vara e nem rede,
Ver comerciais na tv de coisas que pra mim são no momento impossíveis,
Ver populações inteiras sendo exterminadas em nome do poder de poucos,
Portanto felicidade é um estado de ser e não necessariamente de estar...
Sinto pelos que nada posso fazer e também por mim por permitir que outros a mim fizessem.


Muitas vezes sou mal interpretada por ser uma pessoa prática e fria, meu pai sempre me diz que há a hora e o momento para se dizer certas coisas. Ele pode estar certo mas...
Não penso assim, nunca temos tempo suficiente e se tivermos façamos o correto nesse intervalo, pensemos no futuro. 
Vou lhes contar algo que aconteceu comigo. 
Quando eu geralmente visitava a minha mãe, eu a cumprimentava, perguntava de sua saúde, conversava uns cinco minutos contados e tchau. Eu sempre tinha algo à fazer, meu tempo era escasso, minha casa, meus filhos eram a minha prioridade.
Hoje não há mais casa e nem filhos e muito menos a minha mãe, ela morreu...
Foi difícil, está sendo até hoje, mas podia ter sido muitíssimo pior se eu não houvesse me preparado.
Sou assim desde de pequena, penso no amanhã, cresci só, tive que ser assim a vida toda.
A única coisa de que me arrependo é não ter dado mais tempo a ela, hoje sou quem queria cinco minutinhos e ela não pode me dar...
Pensem nisso, hoje, amanhã? Certa vez li no blog de um amigo que o tempo não existe. Fiquei pensando como assim... será?
Hoje vejo e concordo realmente o tempo somos nos que fazemos, não existe o ontem e nem hoje e muito menos amanhã se não enxergarmos e fizermos parte dele.
Sou eu que faço o tempo existir, sem mim não há tempo algum...


                                                                                 Bom dia! 

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