terça-feira, 10 de maio de 2016

Sociedade Dos Poetas Mortos

Ah...Meus queridos poetas falecidos, meus amores de juventude!
Eu declamava seus mais belos poemas em voz alto trancada no meu quarto, eu era inocente e sabia sonhar. Drummond, Castro, Azevedo, Cunha e tantos outros eram meus reais amigos.
Não posso esquecer Machado, meu favorito, sua ironia e seus sarcasmo me prendiam a leitura do começo ao fim, me identificava com ele, sua forma sincera de ser.
E aquela forma especial de como interagia com seus vorazes leitores. 
Sonhadores, todos eles. E eu os amava.
 A cada nova história ou conto meu coração se enchia de alegria de descobrir em cada palavra nova uma outra forma de dizer e interpretar. Ódio, amor, vingança, trapaças e traições...
Cheguei ler um livro em um dia apenas, trezentas e poucas páginas em letras miúdas e inspiradoras.
Alguém já percebeu o perfume de uma biblioteca? Cheiro de dúvidas e experiência, tudo ali ao alcance das minhas mãos. Resposta para quase tudo, bálsamos para as dores d`alma .
São prazeres ocultos que somente quem ama os livros pode entender o que significa.



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...luto pelo que acredito, quando deixar de crer, morrerei.