quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ela passa horas me olhando enquanto preparo o almoço. 
Tem sido assim a muitos anos, um amor incondicional. 
Hoje mal tem forças de se manter de pé e mesmo assim continua zelando por mim. 
Percebo em seus olhos que ela precisa partir, já não tem mais condições, os recursos estão chegando ao fim. 
Eu tenho que ter forças para deixá-la partir. 
Esse me é um momento muito difícil . No entanto preciso pensar nela, na sua dor e no seu cansaço. Não consigo olha-la sem chorar, seu olhar aos poucos se despede. 
Quando cheguei da academia agora à pouco abracei-a e lhe disse que poderia partir, pois eu ficaria bem. 
A Luma olhou- me com aquele olhar que cabe todo o amor do mundo como se soubesse que estou mentindo. 
A despedida é um acontecimento que eu não consigo aceitar ainda.





Me sinto tão impotente, queria que partisse sem sofrimento. Que pelos menos tivesse o direito de uma morte digna. Tantos anos de amor e lealdade se acabando assim, aos pouquinhos e com tanto sofrer. Ela não reclama mas esta me matando vê-la nesse estado...

Tumores no fígado, foi o diagnóstico. 
A minha Luma não voltará pra mais pra casa, adeus minha linda!

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Aos poucos a mocinha se prepara, se enfeita, brinca com as gotas de orvalho e se deleita com o elixir dos ventos... A Bela Moça demora, mas...