segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015


Para cada infinito suspiro há duas lágrimas tristes que escorrem pelo rosto.
Que saudade do cheirinho de café fresco, dos bolos de fubá quentinhos, das canecadas de leite espumante. Ah! Tempos bons aqueles em que eu ria sem motivo, corria, pulava e me escondia.
O dia era curto para tantas artes e molecagens de menina. 
Bonecas de pano, de espigas de milho, de plástico barato, todas filhas do meu coração.
Lembro-me de ficar com medo de dormir sozinha à noite, eu acreditava em bruxas, mula sem cabeça e lobisomens. Os mais velhos cantavam histórias para dormir, ou para ficar acordados de medo, eu nunca sabia ao certo. E quando o cansaço vinha de uma vez, não tinha jeito, virar de lado e mimi.
E depois de uma longa noite, os galos cantavam anunciando um novo amanhecer!

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