quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Eu não vi a luz e nem as trevas...


Foi um sonho, ou quase isso...

Era uma dessas manhãs ensolaradas em que eu costumava pegar a minha moto e sair.
Pagar alguma conta, comprar um pedacinho de pano para fazer um vestido novo, enfim eu pilotava e gostava muito disso.
Resolvi voltar para casa pelas ruas no qual caminhava em minha juventude.
Seguia distraída a avenida Carolina Geretto, observando cada detalhe sem me dar conta que trafegava na contra mão de direção.
Só pude ver aquele imenso caminhão vindo sobre mim e minha moto voando pelos ares.
Por fracções de segundos o nada tomou conta de tudo.
Depois me vi pilotando minha moto novamente na contra mão, mas desta vez fazendo o caminho de volta do qual a instantes atrás eu percorria.
Não senti nada, nem dores, saudades ou remorsos... 
Só o vazio e a liberdade. 
Apenas um detalhe, eu podia ver à todos mas ninguém me enxergava, e não me importei com isso.
Bem pertinente a minha morte, eu própria a causei. 
Trágica, porém coerente com meu estilo de vida. 
Acho que não está tão fora da realidade, mais cautela de agora em diante.

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...luto pelo que acredito, quando deixar de crer, morrerei.