sábado, 29 de novembro de 2014

Mãe

Essa noite eu abracei a minha mãe...
Em sonho, é verdade. Mas parecia tão real e foi tão intenso e caloroso.
Eu precisava mesmo daquele abraço, com o fim de ano chegando. Os meus Natais nunca foram os mesmos sem ela. Já não gosto desta data, acho triste, uma contradição. Enquanto muitos esbanjam e jogam comida boa fora, outros nas ruas passam fome. Eu não acho justo...
A única coisa que sinto é que esse foi o segundo abraço que dei em minha mãe. Lá em casa as manifestações de afeto eram raras.
 O primeiro foi em vida, quando ela se recuperava de uma terrível depressão que a deixou três longos anos acamada.
Minha mãe tinha a pior das doenças... Sua cabecinha não dava conta de tanta genialidade, inteligencia demais afeta o corpo e a alma. Talvez por isso eu seja assim meio devagar às vezes. Eu vi o que a pressa de viver e fazer fizeram a minha querida mãezinha.
No momento do abraço estávamos à sombra de uma árvore, num lugar onde costumava passar para ir a escola. 
Descanse em paz minha mãe... 
Eu estou bem! 

Gerações que começaram à partir dela... "Lola" como gostava de ser chamada.








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Me faltam as palavras para descrever o quão é go stoso cultivar as flores.