terça-feira, 26 de janeiro de 2016

...ao que me parece pele negra em máscara de branco é mais comum do que imagina, perdemos nossos valores e costumes usuais. Pelo fato de sermos e nos sentirmos ridicularizados. 

Antigo caminho percorrido pelo escravos para a lavoura de café na Fazenda Santa Maria do Monjolinho em São Carlos
A submissão está entrelaçada as minhas veias, é tudo muito estranho. Como se tivessem me roubado o direito de existir como pessoa. Ao decorrer do meu desenvolvimento fui me moldando ao encontro de lugar na sociedade como um todo. Em contrapartida "os iguais" a mim viviam em condições precárias de sobrevivência.  A filosofia de libertação consiste em encontrar-se e assumir-se como ser humano de pele negra. Não somos iguais, no que o sentir e observar os diferentes aspectos da vida, uma vez que somos sensoriais e os brancos analíticos em sua grande maioria. 
Por isso entendo essa minha singularidade natural de observar, prefiro sentir, tocar, ver e ouvir ao vez de apenas crer no dizem e escrevem.
Será que o meio que vivemos nos molda realmente ou apenas tentamos inutilmente nos camuflar, permanecendo fiéis ao que foram meus encastrais em sua totalidade?
Eu não sei, vou continuar pesquisando nos textos, poucos disponíveis. A grande maioria dos filósofos negros tem suas teses escritas em francês e quase nada em português. Essas são algumas das barreiras encontradas, acredito que ainda haverão muitas no decorrer da minha pesquisa da própria identidade.



Nenhum comentário:

Aos poucos a mocinha se prepara, se enfeita, brinca com as gotas de orvalho e se deleita com o elixir dos ventos... A Bela Moça demora, mas...